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terça-feira, 17 de maio de 2016

sábado, 23 de abril de 2016

A perda de popularidade do Aikido


O Aikido sempre me interessou muito, mesmo que ainda não tenha tido a oportunidade de praticá-lo. Contudo, tendo como base artes marciais predominantemente de trocação, como o Wing Chun, Taekwondo e Shorinji Kempo (este tem seu lado duro e suave), comumente ouvia de conhecidos, ao expressar minha vontade de praticar esta arte, que o Aikido era ineficiente e fantasioso. 

Pois bem, penso que isso varie de acordo com a maneira que é praticado, podendo ser direcionado para movimentos mais precisos e extremamente traumáticos, como vemos ser feito por mestres como da ramificação chamada de "Real Aikido".

Morihei Ueshiba - O Sensei
Contudo, nunca foi exatamente seu aspecto "prático" que me causava (e causa) atração, mas fatores outros que vi belamente exposto neste vídeo, do canal do youtube AikidoSiauliai. 

Ao terminar de assistir o vídeo, não pensei duas vezes em fazer uma tradução e legendá-lo em português para dividir com todos. 

Espero que gostem.

Gassho Rei! 







quinta-feira, 31 de março de 2016

Segundo "D" - Defender

Mark S. Russo
Aqui temos o segundo vídeo com o segundo "D" do sistema de defesa pessoal do Toshin Do.

Neste video temos o Shihan Mark Sentoshi Russo, seguidor mais antigo de Stephen Hayes. Russo fala sobre a parte defensiva, que vem logo após termos observado e discernido sobre a situação de ameaça (primeiro vídeo) e então precisamos nos defender. 

Russo trata da questão defensiva apoiando-se no modelo dos elementos: Terra, água, fogo e vento, que é adotado, inclusive, como sistema de graduação durante todo o sistema do Toshin Do. 

Terra, o primeiro elemento, tem uma abordagem mais fixa. Água, como no vai e vem das ondas, para frente e para trás. Fogo, antecipador, antepondo-se à agressão e, por fim, o elemento vento, onde destaca-se a circularidade. Isso tudo ficará mais claro no vídeo. Espero que gostem. 

Bufu Ikkan!



quarta-feira, 30 de março de 2016

5 "D"s da Defesa Pessoal - Discernimento



Stephen K. Hayes
Stephen Hayes, instrutor incluído no Hall da Fama da Black Belt Magazine; primeiro a trazer o Ninjutsu da Bujinkan para os EUA e posterior criador do sistema de defesa pessoal, baseado no Ninjutsu, chamado Toshin Do, tem como teoria base no seu sistema os cinco (5) "D"s para a defesa pessoal.

Estes 5 Ds são: Discern ("Discernimento") , Defense ("defesa"), Disrupt ("interrupção"), Deliver ("dar") e, novamente, Discern ("Discernimento").

São insights muito interessantes no que tange a questão da defesa pessoal. Postarei o primeiro vídeo, com uma tradução pessoal legendada, e assim que possível postarei a sequência dos vídeos, como os próximos "D"s, igualmente legendadas.

Bufu Ikkan!


sexta-feira, 25 de março de 2016

Como Vencer numa Briga de Rua

Escrito por Michael Workman

Se você for como eu e não é de calar a boca, ou simplesmente odeia correr (novamente, como eu – isso é tão inconveniente), saber como se proteger é vital quando a coisa fica feia. A antiga arte marcial russa Systema pode ser descrita como uma das mais efetivas, mas também uma das mais humanas, do mundo, e estes são seis princípios vitais para sobreviver a um confronto físico, seja na rua ou em qualquer outro lugar:


1.  Relaxe. Uma das coisas mais difíceis, porém de suma importância, a se fazer em uma situação de grande estresse é permanecer calmo e relaxar seu corpo. Você pode conseguir isso regulando sua respiração. Inspire pelo nariz e expire pela boca, tentando encher sua barriga de ar. Isso retardar a liberação de adrenalina e diminuir a tensão muscular, que poder levar ao medo e a paralisia, tornando-o um alvo fácil. Quando um oponente ataca, instintivamente o faz em alvos fixos e sólidos, porque sabem que a resistência ir gerar mais danos. Respirar, relaxar e manter-se em movimento; isto irá minimizar a efetividade dos golpes, tornando-se mais fácil para você golpear de volta.

2. Não bloqueie. Eu sei que isso soa contra-intuitivo, mas bloquear é uma das piores coisas que você pode fazer. Quando alguém lhe ataca, ele espera uma das três possibilidades que se seguem: que acertou o alvo, indicando que deve continuar fazendo o que estava fazendo; ele errou o alvo, indicando que dever tentar novamente; ou que ele foi bloqueado, o que imediatamente manda o sinal de que devera tentar com mais força. Se você não quer que ele tente com mais duramente – isso é ruim. Ao invés disso, construindo a noção de “movimento relaxado”, você deve “desviar” ou redirecionar o ataque. Isso é bastante confuso para o oponente, pois nenhum agressor espera que isso ocorra. Tipicamente, levará mais tempo para que ele assimile o que deu errado, o que pode ser usado por você como uma vantagem.

3. Bater em tudo o que vê com tudo o que tem. Pode-se compreender ser atacado em um ou dois lugares por vez, mas ser bombardeado por ataques de todos os ângulos é muito difícil de lidar. O cérebro fica sobrecarregado quando tenta defender muitos ângulos ao mesmo tempo e o oponente se torna suscetível a ser quedado sem muito esforço. Você não precisa ser um halterofilista, desde que o cérebro reconheça que múltiplos ataques estão ocorrendo, ele irá redirecionar a energia das funções motoras simples, como ficar de pé. Tente com seus amigos – eles acharão hilário.

4. Mova o corpo. Numa briga de rua, é praticamente impossível dizer se o oponente tem ou não uma arma. O que você acreditava ser um soco se torna, na verdade, uma estranha sensação de ardor e, tarde demais, você percebe que era uma facada. Treine seu corpo para se mover para fora da trajetória do ataque. Se possível, tire todo o seu corpo da trajetória do perigo. Uma coisa é você redirecionar ou parar uma lâmina com os braços, se você errar o alvo principal ainda estará lá, pronto para um novo alvo ser objetivado. Um dos bons efeitos de se aprender a liberar o corpo para se movimentar é que você irá se descobrir naturalmente entrando em posições bastante favoráveis. Escapando da trajetória do ataque, as oportunidades irão repentinamente aparecer e uma vez que isso aconteça, passa-se ao ponto n.º 3.

5.  Não soque as pessoas na boca. Este cara está louco? Sim. Louco como uma (esperta) raposa. É legal socar o adversário na boca dentro do Octagon, mas não na rua. No ringue o adversário tem um protetor bucal e você usa luvas, mas nas ruas você não tem nada disso. Quando você soca alguém na boca, o que normalmente acontece é quebrar os dentes. Quando os dentes quebram, eles fico cortantes e, quase inevitavelmente, cortam seus punhos. Agora seus punhos estão cortados e cheios de sangue de algum louco viciado. Boa sorte com isso. Para tentar evitar doenças, tente socar áreas mais macias da cabeça: o lado do rosto e o queixo. Mesmo sob as melhores circunstâncias, as bactérias da boca podem causar infecção e todo tipo de coisas desagradáveis. Soque na boca e você pode ganhar a luta, mas pode não gostar dos resultados dos testes depois.

6.  Não resista em ir para o chão. Não há nada de errado em ir para o chão. Você pode ser pode ser tão efetivo o chão quanto em qualquer outro lugar. Se você for derrubado, continue se movimentando. Não fique parado. A tendência é que quando você cai o atacante comece a lhe chutar e pisar em você, então não seja um alvo fácil! Continue se movimentando e mantenha a calma.

7.  Foque no ataque, não seja cruel ou malicioso, mas “introverta” seu oponente. Se você gastar muita energia na defesa, você só estará dando mais oportunidades de seu oponente lhe espancar. Você precisa lhe dar problemas. Através de ataques constantes, o agressor antes “extrovertido” irá de repente ver a si mesmo como vítima e desistir de atacar novamente. É claro, lutadores experientes terão muito mais tolerância a isto do que pessoas comuns, mas isso é assim com todas as outras táticas também. Você precisa fazer o agressor instantaneamente se arrepender de sua decisão e começar a procurar uma saída. Você não conseguirá isso com um grupo de movimentos delirantes do “tigre agachado” – você tem que bater no agressor, bastante!

8.  Você vai ser golpeado. Isso é certo. Não importa o quanto você seja bom, não importa o quanto saiba, sempre haverá um ponto onde você “foi pra lá quando deveria ter vindo pra cá” e leva um soco em sua bela cara. Isso não significa que você falhou e, definitivamente, não é uma razão para parar. Tente não ficar com raiva e continue trabalhando.

Fonte: http://www.blitzmag.net/training/reality-based-self-defence/823-how-to-prevail-in-a-street-fight

sábado, 1 de agosto de 2015

Defesa Pessoal – Dicas de Stephen K. Hayes

Sinais sutís do ataque

Por Stephen K. Hayes

To-Shin-Do-Stephen-K.-Hayes-9-300x225Visto que o To-Shin Do é uma busca realista para a violência nas ruas, temos que levar em consideração muito mais coisas do que artistas marciais esportivos fazem. Em um ringue, você sabe o motivo do outro cara estar lá. Vocês concordaram em desafiar suas habilidades em luta. Tudo o que precisa fazer é ser o melhor ou mais astuto lutador.

Nas ruas, as coisas são mais complexas. Você pode primeiro ter que decidir se uma lutar irá acontecer. Então, você tem que fazer com ela termine o mais rápido possível. Então, sair imediatamente do local.

Estava conversando com alguns amigos policiais sobre os sinais de aviso que acontecem um pouco antes de que algo aconteça. Aqui está um resumo de nossas conclusões.

Novamente, não há necessidade disto em uma luta; você sabe o porquê de o outro cara estar lá. Mas, na rua, isto se torna uma importante preparação. Veja com quanto se identifica.

O ataque não é iminente, mas possível

Water-Striking-ThumbSe você for confrontado por uma pessoa que apresenta estes sinais, a consciência e as estratégias de defesa pessoal devem estar em alertas. A distância pode ser criada. Sua linguagem corporal deverá ser confiante mas não ameaçadora. E OK, realisticamente, você deve estar preparado para deixar a pessoas descarregar verbalmente.

· Cabeça, pescoço e ombros voltados para trás (a pessoa tentando parecer maior)

· Rosto vermelho, contraído, repuxado

· Os lábios para trás, dentes apertados (você vê a mesma coisa em cachorros antes de atacar)

· A respiração está rápida e superficial (oxigenando o corpo para a luta, surto, muito alerta)

· Gotas de suor aparecem no rosto ou pescoço

· Olhar penetrante

· Movimentos exagerados

· Dedo apontado e a cabeça mexendo

· Ignroando totalmente você

· Dando-lhe excessiva atenção durante uma conversa normal; contato visual ininterrupto

· Indo de total não-cooperação para cooperação total (pessoas normais não vão do frio para o quente; elas vão se acalmando ao longo do tempo)

· Direciona a raiva para objetos inanimados como meses, cadeiras ou paredes

Ataque iminente, aí vem ele

improvised-weapons-cell-phone-thumbnailPor outro lado, neste grupo de sinais, você tem cerca de um ou dois segundos para agir antes que o agressor ataque. Se conversar não funcionou, então recorreria a uma abordagem como uma primeira batida e continuaria com uma combinação de ataques até que seu agressor não apresente mais um risco.

· O rosto vai do vermelho ao branco (durante uma confrontação física, o sangue deixa a superfície do corpo e vai para os grandes músculos e órgãos internos necessários para a sobrevivência)

· Lábios se apertam sobre os dentes

· A respiração é rápida e intensa

· Mudança de postura, seu corpo se posiciona e os ombros descem

· As mãos se fecham em punhos (pode se ver as juntas ficarem brancas devido a força com que são fechadas)

· Balança-se para cima e para baixo ou se movimenta para frente e para trás nos pés (é a forma com que o corpo se movimenta para ocultar ou mascarar o movimento inicial de um primeiro golpe)

· Olhar para o alvo (o adversário olha para onde vai bater, ou para onde vai correr ou escapar)

· Coloca a cabeça e o queixo para baixo (o corpo quer proteger a passagem de ar)

· As sobrançelhas se franzem (novamente o corpo quer proteger naturalmente o sistema visual)

· Para todos os movimentos e congela no lugar

· Baixa o centro ou baixa o corpo (não diferente de um gato ou cachorro pronto para dar o bote)

· Tira roupas (muito comum, o atacante irá tirar o chapéu, casaco, camiseta ou bolsa antes de atacar)

Resposta monossilábicas (de sentenças inteiras para resposta monossilábicas, como um cérebro de um réptil)


an-shu-thumbnail1. Stephen K. Hayes – Considerado o introdutor do Ninjutsu no Ocidente. É escritor de diversos livros sobre o assunto e atualmente coordena uma ramificação do Ninjutsu chamada To-Shin Do.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Crônica: Wagner Silva Lutz – Para que serve uma faixa preta?

PARA QUE SERVE UMA FAIXA PRETA?

Por Wagner Silva Lutz1

91cbf18dda01ab3971422b2d48bc3654Desde que comecei minha atividade nas artes marciais, tinha admiração aos meus professores pelo simples fato de serem faixas pretas. Eu tinha 11 anos de idade e conheci minha arte marcial depois que meu pai me levou para uma aula na cidade que recentemente tinhamos nos mudado. Ele notou que eu sempre gostei da ideia de ser praticante de uma atividade deste gênero por viver expressando isso com conversas e brincadeiras. Minha primeira ideia de arte marcial veio do filme "KARATE KID - A HORA DA VERDADE", hoje pra mim o filme mais bonito sobre o assunto, pois instiga a prática com função útil do tipo pintar cercas, lixar chão, que só mais tarde compreendi o significado desta obra prima.

A faixa preta é muito usada em vários estilos orientais de artes marciais dos nossos dias, mas nem sempre foi assim. Aliás, já foi muito diferente. O kimono e a classificação por faixas é muito mais atual do que pensamos. Antigamente uma "cinta"preta servia realmente só para segurar as calças, o traje foi implantado em larga escala pelo fundador do judo, Jigoru Kano, como uma maneira mais barata de treinar. No karate não foi diferente, até porque Funakoshi (fundador do karate shotokan) foi trazido para o japão por Kano, mas as faixas ainda não tinham sido implantadas da mesma forma que agora, o sistema era natural, você usava uma faixa branca e conforme ia sujando a sua faixa ela ia ficando amarelada, ou cinza, ou marrom ate ficar preta e novamente se desgastar e ficar zebrada ou novamente branca, tudo dependia do algodão que formava os fios da sua faixa como também o local que você treinava (dependendo num dia você tornava-se faixa marrom e no outro tornava-se amarela).

exame-faixa-pretaExistem fases para se passar em uma arte marcial, e retirando a intenção comercial do sistema, é importante ter fases de aprendizagem como qualquer atividade que resolvemos ter para prática diária. A ideia é trazer de uma forma física uma experiência espiritual, mas no inicio pra mim, era só o sonho de ser “invencível” quando conseguisse conquistar o último grau de treinamento, doce ilusão, até porque conforme ia conhecendo outros praticantes de artes marciais diversas, eu notava que o mundo era maior que o meu próprio umbigo.  Assim começava a me instigar a treinar outras coisas, que faziam me deparar com situações em que meu senso crítico ia tornando-se mais afiado. Mas nem sempre fui assim, era comum a discussão em que deparava-nos com a questão de "qual era a melhor?", e sempre achei que a minha era, com tapas nos olhos e ouvidos era fiel a ideia de que minha arte era onipotente e indiscutivelmente melhor, somente depois de anos de treinos diversificados, conversas infinitas e dores músculo-esqueléticas sempre presentes, comecei a acordar do meu "sono". Surgiu então um campeonato intitulado VALE TUDO, em que vários praticantes de várias artes marciais podiam testar-se enfrentando adversários sem distinção de categoria de peso e pouquíssimas regras (na epoca so não valia morder e enfiar os dedos nos olhos), isso tudo começou com uma arte que era estranha para muita gente que não a conhecia, e que provou na época, ser eficiente com todos que estavam la pra se testar, pois o objetivo final no caso da competição era subjugar o oponente e anular sua investida, e para isso não eram necessários saltos mirabolantes nem socos unicos e impressionantes que deixavam a visão da luta mais plastica, pelo contrario, era feio para aquela epoca cheia de filmes com atores saltando e dando golpes "perfeitos", onde tudo era resolvido batendo num instante em até 10 oponentes simultaneamente.

Então como tudo que é eficiente, tende a seizainfluenciar a todos, eu evolui também, aprendi a treinar e a aprender a aprender e assim muita coisa mudou e se adaptou, meu senso critico indicava que sempre tinha que atualizar-me , e buscar descobrir o porquê das coisas, as estratégias, os movimentos, as filosofias, o conceito e razão historica eram fundamentais nunca deixei de respeitar quem me ensinava pondo a provar algo, e do contrario que pareça, conforme ia notando que várias técnicas se interligavam entre estilos, aprendi respeitar mais outras artes, eu mesmo me colocava em dúvida e buscava associar função a todas as coisas que havia aprendido, deixando de lado momentaneamente (e as vezes permanentemente) coisas que não achava prático e funcional, assimme ajudou muito a melhorar minha arte aprendendo outras, totalmentediferente do eu anterior, ate porque, não adianta firmar o pé numacoisa sem fundamento prático e funcional.

Com a mente um pouco Kids-Mixed-Martial-Artsmais aberta, segui este senso que me levou a dar aulas de artes marciais. Sempre tinha ouvido que quando se ensinava, se aprendia duas vezes! E tinha me tornado mais crítico, e num mundo globalizado pelo MMA, em que você não precisa ser faixa preta se não quiser, basta aprender golpes básicos de diversas artes marciais e treinar bastante, ou também saber uma arte marcial mas treinar para o VALE TUDO em especifico, me deparei com uma nova questão: "Para que uma faixa preta?"

Como mencionei antes a faixa preta é o reconhecimento por tempo de treinamento num determinado estilo oriental (em sua maioria) e você no momento que se forma neste estilo, torna-se representante dele. Mas para que? por que seguir representando ele? Os porquês estão nos ideais pelos quais este estilo que se treina foi criado. Na história conta-se que em vários momentos, em várias nações, foi necessário mobilizar pessoas tanto para revoluções quanto para reconstruções de cidades e sociedades, destruídas pelas guerras, onde é indagada a politica do mais fortes oportunistas subjugando menos capazes de defesa, então assim nasciam heróis, que utilizavam artes marciais para equilibrar a balança e para mobilizar o máximo de pessoas a fazer acoisa certa naquele momento, e na maioria das vezes ajudavam educar a população a ser comunitaria, trabalhando com disciplina e respeito a vida, tornando-se "mestres" da reconstrução social, foi ai que notei o papel fundamental do PROFESSOR na construção de uma sociedade.

Ao dar aulas me teletransportei a minha fase de aluno, onde era apenas uma "esponja" sem miyagi-teachingsenso crítico e pouco senso do certo e errado, e vi que poderia ensinar como aprendi, ou poderia ensinar melhor, atualizado e de forma mais responsável, pois eu ensinar errado e iludir um aluno é atitude criminoso, e tinha obrigação de buscar um conhecimento para ser transmitida o maispróximo do real possível só que comercial, nas artes marciais issoé um contra ponto pois quanto mais comercial mais difícil deixarpróximo do real e vice versa, me fixei então em classificar o tipode aula, sendo esportiva (com regras) ou sendo "militares"(defesa pessoal) alem disso também diferenciei o TAO (contexto mais antigo do DO só que de origem chinesa) e o jutsu onde umrefere-se ao treinamento da perfeição de uma técnica (JUTSU) e o outro visa a prática pessoal em algo para ocupar o ser humano deforma direcionada (TAO). Isto só descobri pesquisando e indagandopois nem sempre era mencionado em treinos, ate porquê não é muitocomercial neste momento sentar e discutir qualquer tipo de crençapolitica ou religiosa, mas com toda certeza é importante para odivisor de águas, ou seja; se queres ser reconhecido por sertreinador ou lutador de esporte de luta deve sim dedicar-secompletamente a isto pois o objetivo é adquirir curriculo de horasluta ou de treinador para o fim de ser conhecido como campeão eganhar mais reconhecimento e patrocínio, não deixa de ser um JUTSU, pois a ideia final é conquistar algo. Já no caso de você querer umpessoal para uma prática com estudo e conversa de "filosofia"onde serão colocadas em pauta os objetivos da arte marcial, desdesua criação na dada época de fundação, então automaticamenteformará um grupo que saberá que o porquê de estar treinando é aformação do cidadão, conquistar neste caso pessoas, influencia-las com justiça, igualdade, solidariedade, altruísmo, para sentir-seútil no mundo, isto é o seu TAO.

É para isso que serve uma faixa preta. Representar um estilo que perdurou por centenas de anos reconstruindo a sociedade e o ser humano apos crises e revoluções, pelo fato de ter influenciado pessoas a se rebelar contra a injustiça, reconstruir suas vidas, auxiliar o próximo e ocupar a mente enquanto segue sua vida trabalhando,  passeando, socializando, vivendo. "NÃO EXISTE ARTE MARCIAL SEM BUDO".


wagner1 – Wagner Silva Lutz, é fisioterapeuta, faixa preta em Shorinji Kempo e Daido Juku Kudo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Arte marcial - Esporte de luta ou defesa pessoal?

Arte Marcial:

Esporte de Luta ou de Defesa Pessoal?

Por Wagner Silva Lutz1

11759391_1183231735035798_1486359483_nArte Marcial provém da arte da guerra, admirada pelos gregos e romanos pelos seus deuses (Áries e Marte respectivamente) e envolve o treino de exércitos e pessoas para preparar-se física e emocionalmente para um possível conflito, também muito estudada e aplicada por Sun Tzu, general estrategista que influenciou várias guerras antigas e contemporâneas, como a do Vietnã e a guerra civil Norte Americana, influenciado pelo jogo de xadrez, mas muito mais pelo jogo chinês "Go", fundamentou táticas que podem ser aplicadas tanto em grupo como individualmente. Jigoro Kano foi um grande adaptador da arte marcial para o esporte de luta, transferindo conhecimentos do Jujutsu para o Judo, da mesma forma Conde Koma fez do Ju Jutsu para o Jiujistu (Brasileiro). O Vajramushti, a arte marcial mais antiga já registrada, surgiu na Índia e expandiu para várias regiões formando vários estilos, conforme a região treinada e a necessidade politica estabelecida em dado momento histórico, (em artes marciais japonesas o Jutsu vem antes do Do para japoneses, ou Tao para chineses. Primeiro investimos tempo e dedicação ao aperfeiçoamento pessoal, depois aprendemos nos conscientizar com o que conquistamos). Na Grécia a luta livre influenciou a romana, e curiosamente tendo semelhanças com o Sumo japonês e o Huka Huka indígena, mostrando assim que o inicio das lutas corpo a corpo deu-se pelos golpes agarrados e depois os percussivos, seguindo uma certa lógica biológica evolutiva, onde é natural agarrar-se quando entra-se em conflito com um oponente, mas não sendo inteligente quando tal conflito envolve mais que um adversário, fazendo assim surgir técnicas de percussão onde poderia se distanciar e mudar de posição mais facilmente.

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Uma arte marcial visada para esporte de luta não se exclui da possibilidade de uso para defesa pessoal, mas com grande dificuldade se adapta a arte marcial de defesa pessoal para um esporte de competição, desconfigurando praticamente todo o estilo, o diferencial das classificações esta no objetivo do treinamento, se é para uma vitória ou sobrevivência. Sabendo que toda escola em seu respectivo  estilo de arte marcial tem sua parte de GOSHIN JUTSU (Defesa pessoal), cada qual mostra algum treino para esta ideia.

Um esporte de luta pode ser light contact (luta reiniciada a cada contagem de pontos utilizando o máximo de protetores) ou full contact (mesmo pontuando-se só para a luta com knockout utilizando o mínimo de proteção) sendo sempre a exigência de melhora na aptidão física atlética constante, controle da ansiedade competitiva, e  é neste ponto uma essencial diferença a ser percebida, pois a capacidade física para realização de determinadas metas de competição, juntando treinos técnicos característicos conforme cada competição,  treinamento com exercícios  físicas vigorosas, são objetivos em esportes de luta de grande rendimento, principalmente quando classificados como olímpicos.

1200-x-1200-self-defenseO objetivo da arte marcial para defesa pessoal visa sobrevivência de modo a não gastar grande quantidade de energia, sendo muito praticada pela maioria das entidades de proteção a população de vários países (policiais, militares, guarda costas, segurança), visando somente a técnica funcionais que despendam pouco tempo de treinamento, tendendo serem de grande praticidade e pouco tempo para adquirir bom domínio (por esta razão somente o treino de defesa pessoal não garante melhora da saúde física cardio-respiratória, apenas a mental e coordenativa, como também qualquer meio de competição esportiva não é sinônimo de equilíbrio em saúde pois a competição sempre leva o ser humano a ultrapassar seus limites físicos e mentais causando estresse e lesões muitas vezes). Observa-se também que por ser uma "arte" é apenas necessário conhecimento e domínio das técnicas especificas conforme cada estilo para ser ensinada, não sendo necessário curso superior, quando treinada como arte engloba outros quesitos além do treino prático como mental envolvendo respeito hierárquico e temporal independente da capacidade ou estatura, também ensinamentos filosóficos (compreensão das diretrizes adotadas pelo estilo) e psíquicos (meditação para controle emocional).

Anexo I

Treinadas maior parte como:

Defesa pessoal (treino sem visar campeonatos, objetivando sobrevivência sem regras):

Krav Maga (Israel)

Shorinji Kempo (Japão)

Aiki Do (Japão)

Ninjutsu: koga ryu, To shin do, Akbam (japãol/EUA/israel)

Vajramushti: Kalaripayattu, Chilambam, Kabádi  (India)

Wing Chun (China)

Kali: Karambit, Arnis, eskrima (Indonesia)

Kyusho (Okinawa)

Ko Do Ryu (Okinawa)

Kenpo (EUA/Hawai)

Hapkido (Coreia)

Esgrima (Europa)

Goshin Jutsu (Japão)

Esporte de Luta (visa determinadas regras especificas conforme modelos de competição):

Karate: Daido juku, kyokushin, shotokan (Okinawa/Japão)

Sanshou (China)

Muay Tai (Tailandia)

Tae kwon do (Coreia)

Judo (Japão)

Boxe (Inglaterra)

Luta Livre (Grecia)

Sambo (Russia)

Jiu Jitsu (Brasil/Japão)

Kickboxer (Japão/Tailandia)

Capoeira: angola, regional (Africa/Brasil)

Huka Huka (Indigena das Amériacas)

Savate (França)

Sumo (Japão)

MMA (Indeterminado)

Anexo II

Icones das artes marciais:
Jiguro Kano (Judo)
Oyama (Kyokushin)
Uishiba (Aiki Do)
Funakoshi (Shotokan)
Manoel do Reis (Capoeira)
Helio Gracie (Jiu Jitsu)
Ed Parker (Kenpo Karate)
Do shin So (Shorinji Kempo)
Yip Man (Wing Chun)
Cassius Clay (Boxe)
Azuma Takashi (Daido Juku)
Masaaki Hatsumi (Ninjutsu)
Stephen Hayes (Toshindo)
Bruce Lee (Jeet Kune Do)

** Também explicando que estas são as principais origens das artes marciais precursoras, não excluindo "escolas" surgidas em outros países das mesmas artes marciais classificadas aqui, onde escola define-se como um programa diferenciado de treinamento do mesmo estilo.

**Esta nota é baseado numa pesquisa superficial eletrônica somada a diálogos com profissionais da área.


1 – Wagner Silva Lutz é fisioterapeuta, faixa marrom em Karate Shotokan, faixa preta em Shorinji Kempo e Daido Juku Kudo, além de praticar Jiu-jitsu e Toshin Do. Experienciou ambos os aspectos da arte marcial: competitivo e de defesa pessoal.

domingo, 19 de julho de 2015

MASTER

A Edição n. 08 da Revista Master traz um artigo de minha autoria intitulado: BUDO.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Arte de Vencer

Por Stephen K. Hayes

Lembro de uma conversa que tive com meu professor de artes marciais ninja 10615347_328067867366241_3547924558829407394_nlá nos anos 70. Estava nos meus 20 anos e fazia pouco que tinha me mudado para o Japão para me tornar um estudante no Dojo pessoal do grande-mestre. Perguntei ao meu professor qual era a coisa mais importante para se lembrar sobre o treinamento em artes marciais. “Por que treinamos?”

Fiquei surpreso com a aspereza da resposta do meu professor. Eu esperava uma resposta elevada ou altamente filosófica, mas ele simplesmente respondeu: “Katsu tame ni”, que em japonês significa, “vencer”.

Treinamos para que possamos aprender a sermos vencedores. Simples assim. Descomplicado. Não treinamos para vencer os outros ou fazer dos outros perdedores. Não treinamos pela excitação de fazer algo violento. Não treinamos para impressionar os outros, ou provar a nós mesmos que somos melhores, mais fortes, ou mais fracos, do que os outros.

Katsu tame ni. Treinamos com o objetivo de nos tornarmos1781909_744281882251291_134438213_n vencedores. Da forma como coloco agora é: “A arte de vencer é a forma de obter o que preciso na vida, de tal forma que o mundo seja um lugar melhor por causa disso.”

Em muitos aspectos, este é o motivo porque me tornei um profissional (professor) de artes marciais. Eu quero fazer do mundo um lugar melhor, ao receber o tipo de treinamento e experiência que preciso para me tornar o mais autêntico possível. O que você quer? Como o mundo poderia ser um lugar melhor se você conseguisse o que precisa? O que você está disposto a assumir para se tornar um vencedor?

Depois de quase 50 anos nas artes marciais, reconheço que minha vocação de infância era ser uma pessoal que interrompesse a violência. Para isso, para vencer conseguindo o que quero, me tornando uma força à interromper a violência, tenho que aprender como a violência funciona. Quando jovem, eu não gostava da violência, e desta forma tive que aprender tudo sobre como funcionava a violência de forma a aprender como fazê-la parar. Estava em meu destino ter que lidar com o motivo pelo qual há violência no mundo e como, de certa forma, a violência é uma escolha tão atrativa para muitas pessoas.

Pela natureza da palavra “violência”, uma situação violenta significa que alguém irá se machucar. Fisicamente, emocionalmente, espiritualmente ou financeiramente, alguém sempre será lesado quando a violência ocorre. Como um praticante de artes marciais ninja, tive que aprender como neutralizar a ameaça de um agressor com técnicas mais sofisticadas do que somente utilizar força bruta contra força bruta. Tive que parar de treinar em “como não perder” e substituir por “como ganhar”. Tive que aprender a mudar minha perspectiva de como vejo cada momento para um ponto de vista mais vencedor, e compreendi que controlando minhas próprias perspectivas é uma das chaves para vencer.

As vezes as pessoas se equivocam com minha carreira em artes marciais e me perguntam porque eu não tenho um rinmonte de troféus, medalhas ou cinturões depois de todos estes anos. Me perguntam porque eu regularmente não entro em um ringue para tentar derrotar outro homem, ou me junto há algum exército privado para testar minhas habilidades. Claramente, as suas definições de vitória em artes marciais estão baseadas em um padrão que não tem força motivadora em mim. Minha definição de vitória através de um estilo de vida pelas artes marciais está baseada no que eu necessito, e o que percebo me proverá o maior de todos os prêmios do mundo.

Katsu tame ni. Guerreiros vencedores definem claramente o precisam, sabe o que precisa para vencer, e então se empenham em fazê-lo. E se são guerreiros nobres, o mundo é um lugar melhor; porque venceram.

http://ninjaselfdefense.com/