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segunda-feira, 28 de março de 2011

SK: MAIS DO QUE UMA ARTE MARCIAL

SHORINJI KEMPO

MAIS DO QUE UMA ARTE MARCIAL

Por Mike Liu

Numa recente apresentação de Karatê, um faixa preta de alto nível demonstrou sua “arte” para um público universitário. No comando, seu assistente lançou um soco frontal.

“Agora vejam o que faço”, disse o instrutor, sorrindo. Ele esquivou e lançou os dedos nos olhos do assistente e então o arremessou no chão finalizando com um forte chute no plexo solar.

Revista japonesa Kempo_thumb[3] “Não perdemos tempo”, se vangloria. Vários membros da platéia saíram. A demonstração, para muitas artes marciais americanas, apresentava uma atitude demasiada típica do “terror das ruas”. Talvez os esportes e a autodefesa sejam tudo o que os americanos exijam de uma arte marcial. Talvez o espírito do Budo não seja mais relevante. Contudo, a presença flutuante nos Dojos por todo o país indica que algo está faltando. Se a filosofia é o elemento faltante, então o Shorinji Kempo pode se tornar popular.

Shorinji Kempo? Você pode ter ouvido alguma menção como uma arte marcial legendária ou lido sobre ele em algum texto de Judô e Karate como estilo de um templo chinês antigo. Mas o Shorinji Kempo existe e o que é mais importante, está crescendo. Ele tem se espalhado pelas maiores universidades do Japão e por várias escolas de ensino médio. A popularidade está aumentando na Europa, bem como o questionamento de quando chegará aos Estados Unidos[1].

“Estamos sobre estrita instrução da sede quanto à promoção do Shorinji Kempo aqui”, ele diz. “Eles tem sido bastante ativos e vigorosos no Japão, mas ainda não decidiram como fazer nos EUA. Há uma certa barreira em termos culturais”.

Que barreiras?

O Karate veio para os Estados Unidos. O Judo veio para os Estados Unidos. Uma sério de outras artes marciais vieram para cá (EUA) e competem. Mas uma diferença filosófica surge. O Shorinji Kempo não pode ser levado à America sem sua filosofia. A America é uma nação de cadeias de fast-food e técnicas midiáticas sensacionalistas. E os americanos não tem paciência. Eles gostam de ser entretidos. Será que estão prontos para uma arte marcial fortemente filosófica? Os monges da sede do Shorinji Kempo se perguntam sobre isso.

image302[3] Sim, monges. A filosofia se apresenta tão fortemente no Shorinji Kempo, que o Governo Japonês o registrou como uma religião. Doshin So, o fundador do Shorinji Kempo moderno, chama esta filosofia de Kongo-Zen.

O “Kongo-zen” é uma filosofia que se volta para o interior, bem como irradia para o exterior,” ele escreveu, “que combina gentilezas com severidade, compaixão com força”.

O Shorinji kempo representa a fisicalidade, o aspecto ativo do Kongo-zen. Para Doshin So, o Shorinji Kempo não é somente outra arte de lutar com as mãos vazias, mas um completo caminho de vida. Ohashi descreveu o Kongo-Zen com uma “revitalização dos fundamentos e ideias originais do Budismo. É racional e não tem nada a ver com o misticismo ou a vida após a morte”.

Eles acreditam que num universo em constante mudança, a responsabilidade para o futuro da humanidade recai sobre eles mesmos. Deve-se ser sábio o suficiente para saber o que é certo e forte o suficiente para executá-lo. As ideias relacionam-se diretamente com os antigos preceitos do Budismo.

img4c23b99816928 Consequentemente, Doshin So traça a filosofia e as técnicas de luta do Shorinji Kempo à India, a 5.000 anos atrás. Elas foram importadas para a China e finalmente instituidas no famoso templo Shaolim. Os monges do Shorinji (Shaolim em chinês) praticaram o Kempo como uma forma de meditação. Para eles, o Kempo provia um significa primeiro de treinamento spiritual e em Segundo como defesa-pessoal.

Por essa razão, a filosofia e a meditação permanecem central no Shorinji Moderno. O Shorinji Kempo sem os princípios ordenadores do Kongo-zen seriam um gesto vazio. As técnicas de luta e métodos de ensino por si mesmo expressam a filosofia.

“Todas as técnicas são construidas de forma que possam ser usadas agressivamente”, diz Ohashi. “Elas são adequadas para sair do caminho de um ataque e então controlar o atacante”. Técnicas de submissão prevalecem sobre técnicas mortais.

Como no Aikido, os movimentos de torções do pulso e braço, do Shorinji Kempo, podem paralizar com dor um atacante, sem inflingir danos permanentes.

“Nunca falamos sobre técnicas para matar”, diz Ohashi. “Matar alguém é extremamente oposto a nossa filosofia. Pode ser necessário controlar alguém, mas nunca deve ir além disso. O Shorinji Kempo é comunicação e você não pode se comunicar com alguém morto.”

Os métodos ilustram estes aspectos para os outros. A prática gira em torno de Embu, Kata com duas pessoas. De acordo com Doshin So, a prática com um parceiro encoraja o respeito e a compreensão pelas outras pessoas. Até que você interaja com o parceiro e sinta a técnica até o final, você nunca irá compreender completamente o seu efeito.

“Se um estudante se torna consciênte que não pode se desenvolver sem um parceiro, então ele irá também compreender que não pode existir sem os outros”, diz Ohashi.

Breve os praticantes de Shorinji Kempo em Tadosu podem decidir agir e promover sua arte nos Estados Unidos. Se eles assim o fizerem, não abandorão sua filosofia ao longo do caminho. O Doshin So acredita que o aspecto filosófico do Shorinji Kempo é que contribui para sua imensa popularidade com os jovens japoneses. E talvez não seja diferente com os jovens americanos.

shorinji-kempo-renmei-hombuA Sede do Shorinji Kempo provavelmente assistirá atentamente Ohashi e seus outros instrutores para monitorar a reação dos americanos à sua arte.

Muitas pessoas parecem satisfeitas com o estado das artes marciais nos Estados Unidos. Esporte e auto-defesa parecem o suficiente. Mas para aqueles que não estão somente interessados em um método de luta e procuram por algo a mais, o Shorinji Kempo pode ser a resposta.


[1] Isso se passou em 1978, hoje em dia o Shorinji Kempo já é amplamente praticado nos EUA.

2 comentários:

Littlefair disse...

Great article.

You say Shorinji Kempo is practiced widely throughout the US but I wonder how many dojos they have....?

Aton disse...

Well... I know there are some teachers there, including one of students of my Sensei. Unfortunately I don't know exactly how much Dojos too..

But the list is on this address:

http://www.shorinjikempo.or.jp/wsko/list/area/usa.html

I think Shorinji Kempo could be more disseminated at US as well as Brazil, but the headquarters is a little rigid and we had have some difficulties to make publicity, and so on. A lot of people had never heard about Shorinji Kempo before... even nowadays.