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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Arte de Vencer

Por Stephen K. Hayes

Lembro de uma conversa que tive com meu professor de artes marciais ninja 10615347_328067867366241_3547924558829407394_nlá nos anos 70. Estava nos meus 20 anos e fazia pouco que tinha me mudado para o Japão para me tornar um estudante no Dojo pessoal do grande-mestre. Perguntei ao meu professor qual era a coisa mais importante para se lembrar sobre o treinamento em artes marciais. “Por que treinamos?”

Fiquei surpreso com a aspereza da resposta do meu professor. Eu esperava uma resposta elevada ou altamente filosófica, mas ele simplesmente respondeu: “Katsu tame ni”, que em japonês significa, “vencer”.

Treinamos para que possamos aprender a sermos vencedores. Simples assim. Descomplicado. Não treinamos para vencer os outros ou fazer dos outros perdedores. Não treinamos pela excitação de fazer algo violento. Não treinamos para impressionar os outros, ou provar a nós mesmos que somos melhores, mais fortes, ou mais fracos, do que os outros.

Katsu tame ni. Treinamos com o objetivo de nos tornarmos1781909_744281882251291_134438213_n vencedores. Da forma como coloco agora é: “A arte de vencer é a forma de obter o que preciso na vida, de tal forma que o mundo seja um lugar melhor por causa disso.”

Em muitos aspectos, este é o motivo porque me tornei um profissional (professor) de artes marciais. Eu quero fazer do mundo um lugar melhor, ao receber o tipo de treinamento e experiência que preciso para me tornar o mais autêntico possível. O que você quer? Como o mundo poderia ser um lugar melhor se você conseguisse o que precisa? O que você está disposto a assumir para se tornar um vencedor?

Depois de quase 50 anos nas artes marciais, reconheço que minha vocação de infância era ser uma pessoal que interrompesse a violência. Para isso, para vencer conseguindo o que quero, me tornando uma força à interromper a violência, tenho que aprender como a violência funciona. Quando jovem, eu não gostava da violência, e desta forma tive que aprender tudo sobre como funcionava a violência de forma a aprender como fazê-la parar. Estava em meu destino ter que lidar com o motivo pelo qual há violência no mundo e como, de certa forma, a violência é uma escolha tão atrativa para muitas pessoas.

Pela natureza da palavra “violência”, uma situação violenta significa que alguém irá se machucar. Fisicamente, emocionalmente, espiritualmente ou financeiramente, alguém sempre será lesado quando a violência ocorre. Como um praticante de artes marciais ninja, tive que aprender como neutralizar a ameaça de um agressor com técnicas mais sofisticadas do que somente utilizar força bruta contra força bruta. Tive que parar de treinar em “como não perder” e substituir por “como ganhar”. Tive que aprender a mudar minha perspectiva de como vejo cada momento para um ponto de vista mais vencedor, e compreendi que controlando minhas próprias perspectivas é uma das chaves para vencer.

As vezes as pessoas se equivocam com minha carreira em artes marciais e me perguntam porque eu não tenho um rinmonte de troféus, medalhas ou cinturões depois de todos estes anos. Me perguntam porque eu regularmente não entro em um ringue para tentar derrotar outro homem, ou me junto há algum exército privado para testar minhas habilidades. Claramente, as suas definições de vitória em artes marciais estão baseadas em um padrão que não tem força motivadora em mim. Minha definição de vitória através de um estilo de vida pelas artes marciais está baseada no que eu necessito, e o que percebo me proverá o maior de todos os prêmios do mundo.

Katsu tame ni. Guerreiros vencedores definem claramente o precisam, sabe o que precisa para vencer, e então se empenham em fazê-lo. E se são guerreiros nobres, o mundo é um lugar melhor; porque venceram.

http://ninjaselfdefense.com/

domingo, 16 de novembro de 2014

O Dojo em sua mente – Treino real, progresso real

O texto foi originalmente escrito por Mark Sentoshi Russo, em 13 de agosto de 2014, em inglês. Esta é uma tradução livre.

 

sentoshi-swordPor alguns anos, quando trabalhei como consultor de gestão para as companhias da Fortune 500, meu estilo de vida girava em torno de viagens, de 3 a 5 por semana em alguns casos. Desnecessário dizer que isso fez do treino regular desafiador e potencialmente frustrante. Entretanto, sempre que retornava de uma semana ou duas de viagens constantes, meus estudantes notavam que meu nível havia melhorado, apesar de minha ausência. Alguns até acreditavam, descobri depois, que na verdade eu estava viajando secretamente para treinar com o An-Shu. Eles ficavam curiosos de como eu estava melhorando como artista marcial se passava muito tempo em aviões, em reuniões e fechado em quartos de hotéis? São muitas peças para este quebra-cabeça. Um dos componentes chaves para esta pergunta é esta; o Dojo em minha mente.

Recentemente, num fabuloso treino de final de semana com o An-Shu Hayes em Tampa Florida, os estudantes foram apresentados a um modelo claro para desenvolver um Dojo em sua mente. Aprendi esta parte do treinamento Yamabushi Shugen (montanha dos guerreiros místicos) no meio dos anos oitenta com o An-Shu, e me serviu bem em muitas ocasiões. Para o seu próprio treinamento, você pode experimentar a seguinte forma de visualização, como meio de entrar em contato com seu próprio “mestre interior”. Os fundamentos são bastante simples.

Comece se colocando em estado meditativo. Existem alguns cursos1005388_592112127498793_132369195_n na coleção do Online Ninja Training que poderão lhe ajudar com este primeiro passo. Então visualize-se em um caminho que leva ao seu Dojo privado. Você chega no exterior deste Dojo, que toma a forma que você preferir, e passa pela porta. A cada visita é importante adicionar mais detalhes a visualização. Uma vez lá dentro, se se você está usando este processo para desenvolver suas habilidades no To-Shin Do, visualize-se trainando. Talvez tendo aulas particulares com seu instrutor favorito, ou você pode simplesmente praticar sozinho ou com parceiros. Você pode focalizar em habilidades específicas ou fazer algo mais geral. Seria uma excelente prática a ser usada como um trabalho de casa semanal, revisar o que aprendeu nas aulas ou de seus cursos online. A chave é não duvidar de si ou mesmo das restrições da, assim chamada, realidade. “Veja” você mesmo se movimentando de forma surpreendente e em absoluta maestria. No meu caso fiz grandes avanços no meu treinamento utilizando esta prática.

Claro que há muito mais detalhes na prática e maxresdefaultseria importante manter-se atento as oportunidades para aprende-la completa, como ensinada por professores qualificados. Existem mudras (posições de mãos e dedos) e mantras (sons entoados) incluídos na prática completa. Mesmo sabendo que estes certamente melhorarão sua experiência, não há razão para não começar experimentando a prática básica, você pode se surpreender com os resultados. No começo será tudo novo e diferente. Seja realista com suas expectativas. Como todas as práticas novas, degraus de atenção e aplicação serão necessários. Como experienciei em minha própria vida, o tempo e esforço podem ser agradavelmente recompensados e a prática pode ser muito divertida.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Entrevista com Stephen K. Hayes

Stephen K. Hayes

Entrevista Exclusiva!

Revista Black Belt – Julho 2014

 

A autoridade americana em Ninjutsu, agora com 65 anos, fala como sua visão sobre as artes marciais e a defesa-pessoal mudaram ao longo dos anos.

Por Floyd Burk

spearSe você é como a maioria das pessoas que leem a Black Belt, você estuda artes marciais para aumentar suas chances de sobreviver a um ataque físico. Também é provável que você treine por uma variedade de outras razões; algumas delas são físicas, outras mentais e algumas outras espirituais. Para lhes ajudar em sua busca marcial, independente de onde ela esteja focada, a Black Belt foi em busca de Stephen K. Hayes, um homem que teve uma vida inteira de experiências que perpassam estes três aspectos. Ele ficou famoso como um proponente do Ninjutsu Togakure-Ryu, mas atualmente se concentra em divulgar sistema que desenvolveu a partir de suas raízes ninjas. Hayes foi o Instrutor do Ano da Black Belt de 1995 – o que significa que o mestre, que está sediado em Ohio, Dayton, tem muitas lições de vida para dividir conosco. Então, acomode-se no sofá, pegue algo para beber e se prepare para ter suas crenças desafiadas e sua mente aberta.

Como você distingue sua arte To-Shin Do dos outros sistemas?

Em poucas palavras, nós não praticamos para lutar ou sobrepujar osto shin do outros; praticamos para proteger e salvar alguém, ou a nós mesmos. Praticamos o que fazer se tivermos que nos deparar e finalizar uma situação de violência, ao invés de somente ficar defensivo e fugir. Isto é muito diferente de intencionalmente entrar em uma briga com o objetivo de ser o próximo campeão.

Quando se trata de salvar, quais são as considerações mais importantes?

Primeiro é compreender que existem pessoas que são muito experientes em lidar com a violência. Segundo, não se pode esperar pela lei para lhe proteger. Terceiro, as coisas não são sempre legalmente preto no branco. No que se refere a auto-defesa, mesmo que a outra pessoa tenha sido injusta com você, existem leis que protegem o atacante – as vezes mais do que para aquele que se defende. Quarto é que as pessoas precisam manter sob controle o desejo de saltar e salvar todo mundo.

O que tem de errado com um artista marcial querer ajudar os outros?

Realmente é muito atrativo: “Vamos limpar o Velho Oeste”, como costumavam dizer. O problema é que ninguém tem o direito legal de julgar e punir. Nem mesmo a polícia tem esse direito; eles somente prendem e então deixam o julgamento acontecer em outro lugar. Isso é muito diferente dos velhos tempos no Japão, quando os samurais apareciam e se esperava que resolvessem os problemas.

O mundo é um lugar louco. O que acontece se você intervir e se der conta de que não existe um encrenqueiro, mas três? A situação se agravará e pode estar acima de sua capacidade, especialmente se os agressores forem experientes.

A maioria das pessoas nas escolas de artes marciais estão treinando sob condições que simulam uma agressão. Entretanto, o tornado desordenado de pessoas para lá e para cá, emoções a flor da pele – eles provavelmente nunca experimentaram isso antes. É muito diferente do tipo de adrenalina que você experimenta quando o que está em jogo é somente “eu posso perder esta competição”.

Você está dizendo que as coisas são muito diferentes quando o estudante sabe que seu Sensei vai intervir e separar aqueles que estão num sparing.

Sim, isto é algo que precisa ser mais enfatizado. Algumas pessoas ficam tensas quanto a reconhecer isto. Dizem, “eu ensino a forma mais atual de defesa Water-Striking-Thumbpessoal”, mas o que isso significa? A forma de defesa pessoal mais atual poderia ser um tipo de phaser (como em Star Trek – Jornada nas Estrelas) – abalando o atacante de forma que você pudesse fugir do local.

Existe uma grande diferença entre o que nós experimentamos numa sala de treino e numa briga de rua quanto ao nosso senso de auto-identidade. No dojo, minha identidade pessoal é de uma pessoa que fará o seu melhor sob as limitações da segurança e assim por diante. Nas ruas, as pessoas te insultam, praguejam, brincam com as suas emoções forçando-nos a tomar decisões estratégicas que normalmente não fariam parte de nossa vida numa escola de artes marciais. Se estamos falando sobre defesa, a grande questão é: como fornecemos lições que irão preparar as pessoas para esse tipo de situação? É mais difícil do que alguns artistas marciais admitem.

A respeito das pessoas que nunca experimentaram uma violência real – como a pessoa supera isso?

Um, você precisa um instrutor que saiba o que ele ou ela esteja falando e direcione ao que poderá acontecer, de uma maneira honesta.

Dois, você tem que compreender que a violência é algo cultural graças aos vídeo-games, youtube, música e coisas do tipo. Glorificamos a ideia de ser um brutamonte, um ladrão ou um gangster. Vemos jovens que se sentem másculos por circularem por aí com a aparência de lutador de MMA, apesar de nem treinar MMA – isso parece legal.

Nos tempos mais antigos, a virtude era importante, especialmente em artes marciais. Veja quantos artistas marciais chineses, japoneses e coreanos tem o a palavra “virtude” em seus nomes. Mas a virtude é mal compreendida nos dias de hoje. Virtuoso costumava ser um homem muito forte que cuidava das pessoas. Isso é que era legal, não ser um brutamontes ou um ladrão.

Três, você precisa saber que as leis nem sempre irão lhe proteger. Lemos nos jornais sobre o “Knockout game” (jogo do nocaute), em que as pessoas estão caminhando, sem esperar problema algum, e repentinamente algum garoto corre contra ele e lhe dá um soco por trás, na cabeça. Precisamos estar treinados para estar mais conscientes. Isso não significa que devemos ficar paranoicos ou raivosos, só mais conscientes. Temos que ter mais responsabilidade pessoal.

Deveriam todos as artes marciais serem reconfiguradas para preparar os estudantes para lidar com este tipo de situação?

Não sei se deveria. Em uma conversa recente, minha esposa Rumiko me disse que para a maioria vlcsnap-2013-03-06-13h25m10s162das pessoas no Japão, que estudam artes marciais, auto-defesa e luta são coisas secundárias na lista do que eles querem alcançar. Para a maioria dos japoneses, estudar as artes marciais esta relacionado com desafio pessoal. Se alguma técnica parece não servir para salvá-los de um ataque de uma gangue num metrô em Nova Iorque, eles não questionam isso. “Esse não é o motivo pelo qual estou treinando”, dizem. “Não serei um lutador de rua”.

Outras artes são ainda mais extremas. No Kyudo, por exemplo, se usa roupas de tempos antigos e flechas muito lentas. Você pode devotar sua vida a isso. Os japoneses sabem que isso pode levar a uma melhoria pessoal e uma sociedade mais pacífica. Quando você pratica o aprimoramento pessoal e então trás para cá e chama de auto-defesa, há algo um tanto errado nisso.

O que me trás de volta ao ponto n.1: Temos que ter um instrutor que seja honesto – não somente sobre si mesmo mas também sobre o que está ensinando. Ele pode estar ensinando Karate esportivo ou o Taekwondo Olímpico e ter muitos jovens em boas condições físicas em sua escola. Digamos que um oficial de polícia entre aqui e diga: “tenho que perseguir um bandido no prédio, para prendê-lo – pode me ajudar?” O instrutor irá participar desta perseguição? Ou será honesto: “Não é bem isso que fazemos”. Ele estará correndo o risco de perder este cliente, mas não se poderá dizer que parece desonesto para mim.

O que os artistas marciais podem fazer para espalhar essa mensagem?

Ah, esse é o ponto. Um professor pode perguntar, Como eu aprendo a viver uma vida honesta e inspiradora? O único caminho prático é tendo um mentor habilidoso e talentoso que possa lhe guiar. O desafio é tornar isso atrativo numa idade em que jovens instrutores, como regra, não querem um professor mestre; eles querem ficar independentes e fazer seu próprio caminho. Somente querem as técnicas que os mestre tem para ensinar, não estão interessados nas correções e lições que ele pode passar.

Vamos falar um pouco sobre competição. Muitas pessoas dizem não tem espaço nas artes ninjas para isso.

Não seria estúpido em dizer que não há lugar para competição ou dizer que nosso material é tão mortal que não pode ser usado em competição. Poderíamos pegar partes e usar para competir – quem pode cortar mais alvos com a espada, quem consegue derrubar o outro, quem é o mais preciso no arremesso de shuriken, quem pode escalar melhor? Isso certamente é válido dentro da arte marcial ninja.

Entretanto, devido às restrições necessárias, competir em lutas sem regras não seria viável. Lá , não é realmente como numa briga de rua; é um ambiente diferente. As emoções, os pensamentos, a definição de vencer – tudo é diferente.

Para garotos e garotas, no final de sua adolescência ou pelos 20 ou 20 poucos anos, participar de competições seguras pode ser bom para a construção de um bom espírito. Tenho um amigo que treinou comigo por anos e chegou ao 4º nível de faixa preta em nossa arte. Ele é um dos mais duros sargentos do exército que já encontrei. Quando ele soube que o seu pessoal estava estudando Brazilian Jiu-Jitsu, ele quase vomitou. Ele disse: “Essa não é a realidade que vão experimentar no campo de batalha. Se você está rastejando pelas aldeias longe da base de operações mais próxima, isso não irá lhe ajudar.”

Mais tarde, ele se tornou um fã de Jiu-jitsu. Ele disse: “Não estamos lhes ensinando como lutar; estamos deixando estes jovens a experimentar sua resistência. Jiu-jitsu funciona bem porque é feito de forma que não é perigoso. Pensei sobre isso e decidi, sim, podemos deixar estes garotos mais livres, como filhotes de leão. Isso tem uma proposta. Não para lhes ensinar como lutar; é para ensiná-los a acreditar nas suas forças, acreditar que são duros, acreditar que podem ajudar a salvar outras pessoas ou a si mesmos de uma altercação. Acredito que seja uma parte validade do treinamento”.

Você acredita que as artes marciais tradicionais são boas para preparar as pessoas para prevalecer em uma luta real?

Em algumas artes marciais, 1464604_711638838848929_1126409250_nexistem movimentos muito formais com kiai. Assim como em meu próprio treino clássico ninja em Tai-Jutsu. Ele parece tão diferente e às vezes as pessoas são muito críticas com estes movimentos formais. Mas estes movimentos servem a uma proposta de condicionamento: talvez eles lhe ensinem a empurrar o peito para frente, firmar suas pernas e rugir como um tigre. Esta é uma grande lição para a vida – encontrar o tigre interior. Você não pode se defender desta forma numa briga de rua; a proposta de alguns destes exercícios está no condicionamento do espírito. Tive uma conversa com uma pessoa que não apreciava seu próprio Karate. Ele criticava um kata em que você não se movimentava muito. Mas a ideia deste kata era o condicionamento dos músculos internos, este era o motivo de se forçar a forma como você inspira e expira. Você não vai se defender com isso; este não é motivo para o qual o exercício foi desenvolvido. É condicionar seus músculos e sua respiração, assim se você receber um golpe, não se machucará tanto. Esta pessoa nunca tinha pensado desta forma, talvez porque tenha iniciado a ensinar muito cedo e nunca tenha aprendido esta lição. Existem propostas para muitas partes das artes marciais que não só a luta.

Você acha que são ensinados muitos katas para os estudantes de Karate, fazendo com que eles nunca aprendam realmente os conceitos por trás deles?

Hesito em criticar a arte marcial de outras pessoas, mas penso que seja provável. Mesmo em minha arte, nós lutamos um pouco com a tentação de sobrecarregar. As pessoas querem material novo. Não gostam de só treinar; não é divertido.

Você acredita no velho ditado que diz que algumas técnicas bem dominadas valem mais do que mil conhecidas?

Saiba bem o que você sabe, então vá para o próximo nível. Este é o próximo nível: se você puder executar o movimento rapidamente, se consegue estar harmônico o suficiente, com esta técnica, para sentir para onde a pessoa vai se movimentar, então você pode lhe dar espaço e deixar que acredite que sua técnica vai funcionar. Nesse moemento, você sabe para onde ele está se movimentando, o que torna mais fácil usar a defesa certa. Esta é a forma ninja de treinamento.